Passeando por blogs que dialogam sobre comportamentos estéticos, me veio o interesse de tentar responder perguntas para as quais, muitas vezes, não temos resposta.Um ambiente que nos remete a sensações agradáveis é sempre um bom ambiente. É, de fato, a primeira coisa que buscamos quando vamos conhecer um lugar novo. Não há dúvidas de que quanto maior for o envolvimento de nosso conforto externo, cada vez mais perto estaremos da sensação de receptividade, e mais abertos, portanto, a manifestar nossas emoções. Certo? O que acontece é que, dentro das possibilidades de fornecer conforto inclui-se a seguinte questão: o que é confortável pra você?
Essa é uma pergunta que, geralmente, nossos pais e avós fazem a si mesmos, para entender o que essa tal de modernidade veio fazer por aqui. E eis a questão, alguém consegue me explicar qual o prazer em perfurar o corpo e suspendê-lo a metros de altura? Imaginem que nós, jovens adultos, também nos questionaremos com o aparecimento de novas tecnologias, e junto a elas, com as diversas tribos que as identificam; haja vista a era das vestimentas, piercings, tatuagens – que fazem parte de nossa geração – e agora a era digital, que não só nos deixa a par, como enfatiza que somos aquilo que possuímos. Mas, não combinaria melhor se possuíssemos algo por aquilo que somos? Não culpo o meio, ele é tão válido que me permite compartilhar essa observação. No entanto, quão isso é difícil nos tempos modernos?
Em ordem de importância, primeiro vem a classe social. Nosso consumo sempre é mediado pela quantidade de cifrões que temos na conta – na verdade, bom seria se não existissem os cartões de crédito. Nossa vontade não, sempre vai além – por isso queremos trabalhar mais, para ganhar mais, para comprar mais. Passando por esse filtro, a escolha parte para a estética, e depois para a funcionalidade do produto. Há quem questione essa relação, e realmente, esse é um dos problemas insustentáveis que ajudam a compor o iceberg das questões emergentes do planeta, então…
Voltando a questão que me inspirou a escrever esse post, aquilo que definimos como gosto, pode ser muito mais significativo do que uma simples atração por determinado objeto de estilo, já percebeu?
